Startup Unicórnio: Tudo o que você precisa saber

Saiba aqui o que define uma startup, o que a faz ser unicórnio e como elas estão surgindo e se desenvolvendo no Brasil.

Startup unicórnio estão aparecendo em alguns lugares ao redor do mundo e isso inclui o Brasil. Mas calma, não estamos falando dos seres da mitologia e dos contos de fada que possuem forma de cavalo com um chifre na testa. Estes ainda não foram vistos.

O que está crescendo no mundo é o número de startups unicórnio, que são resultado raríssimo – por isso o paralelo com o ser da mitologia – de ações de inovação e tecnologia.

Portanto, você vai saber aqui o que define uma startup, o que a faz ser unicórnio e como elas estão surgindo e se desenvolvendo no Brasil.

O que é Startup?

Primeiramente, uma startup é uma empresa em fase inicial sem um plano de negócios tão bem definido, o que abre um leque de possibilidades. Dessa forma, o SEBRAE define o termo como um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente, escalável e em condições de extrema incerteza.

Essa indeterminação de mercado e plano faz com que haja uma necessidade grande de investir esforços em tecnologia e inovação. O contexto para a criação de uma startup pode ser o de gerar uma solução completamente nova ou desenvolver e retrabalhar uma já existente.

Geralmente, startups são postas em funcionamento o mais cedo possível. Depois que o negócio está “rodando”, é necessário alcançar um número considerável de clientes para alcançar lucro sem custos elevados para expansão.

Portanto, no ambiente de incerteza, é improvável que sem capital de risco uma startup consiga persistir dentro do modelo. Entretanto, ao se tornar escalável, a startup vira uma empresa altamente rentável.

O que é uma Startup Unicórnio?

O que configura uma startup unicórnio é conquistar um grande feito: ser avaliada em 10 dígitos, ou seja, um bilhão de dólares sem ter aberto seu capital na bolsa de valores.

Mas, é uma missão tão difícil que, no ano de 2013, fez a investidora de risco e fundadora da Cowboy Ventures Aileen Lee cunhar pela primeira vez o termo. Em artigo publicado na TechCrunch sobre o “clube dos unicórnios”, a investidora americana falava sobre as 39 empresas que, até aquele ano, configuraram-se como startups unicórnio.

Assim, em novembro de 2021, esse número evoluiu para 800 em todo o mundo. Empresas como Airbnb, Facebook e Google já estiveram nessa lista, mas deixam de integrá-la quando fazem uma IPO, isto é, abrem o seu capital na bolsa de valores.

A principal característica de uma startup unicórnio é a inovação dentro do nicho de mercado a que pertencem. A maioria delas investiu em tecnologia, apostando nas inevitáveis e cada vez mais frequentes transformações na sociedade, sabendo criar soluções em ambiente digital.

Startups Unicórnio brasileiras

De acordo com a ABStartups (Associação Brasileira de Startups), existe a expectativa de um saldo no número de startups unicórnio no país. A entidade espera que o Brasil possa quintuplicar as unicórnios, passando das atuais 21 para 100 em até cinco anos.

Essa expectativa se dá pelo crescimento da demanda por serviços digitais, que já estavam em ascensão e se potencializaram devido à pandemia. Vamos citar, abaixo, algumas das unicórnios brasileiras, ressaltando que pode haver discordâncias e mudanças na lista de acordo com o andamento do mercado e das startups.

  • Nubank: em março de 2018, o Nubank revelou chega a esse patamar, sendo uma das fintechs que integram a lista.

  • Quinto Andar
    : do ramo imobiliário, o Quinto Andar recebeu um investimento de US$ 250 milhões e se consolidou como uma unicórnio.

  • iFood
    : a Foodtech fundada em 2011 já foi uma unicórnio, a partir do momento que revolucionou o universo de alimentação.

  • Ebanx
    : em 2019, a Ebanx aparecia na mídia internacional como nova unicórnio brasileira. Esta é uma fintech brasileira fundada em 2012 e oferece soluções de pagamento que conecta consumidores latinoamericanos a empresas globais.

  • Pag Seguro
    : empresa que nasceu em 2006, dentro do UOL. Em janeiro de 2018, a Pag Seguro teve a maior abertura de capital de uma empresa brasileira na sua estreia na bolsa de NY, com um valor de US$ 2,6 bilhões.
  • Stone: outra fintech, uma empresa de pagamentos fundada em 2013 por Eduardo Pontes e André Street. Após o IPO na Nasdaq, a Stone passou a valer quase US$ 7 bilhões.

  • Gympass
    : um app a ser oferecido a funcionários e colaboradores que facilita o acesso a locais onde se possa praticar atividades relacionadas à saúde física e mental. O valor da companhia foi estimado, em junho deste ano, em US$ 2,2 bilhões após captar recursos em nova rodada de investimentos.

Como o iFood se tornou uma Startup Unicórnio

Fundada em 2011 pelos sócios Patrick Sigrist, Eduardo Baer, Guilherme Bonifácio e Feilpe Fioravante, o iFood soma 270 mil restaurantes parceiros. Além disso, realiza 60 milhões de pedidos mensais e tem mais de 200 mil entregadores ativos.

No começo, a startup atuava fora do mundo digital, como um guia impresso de cardápios e uma central telefônica. Hoje, as soluções em tecnologia no ramo de alimentação operam no Brasil e na Colômbia por meio de um aplicativo que conecta restaurantes, clientes e entregadores.

Em 2013, o iFood já realizava quase 200 mil pedidos por mês. Os números crescentes fizeram com que a Movile investisse US$ 2,5 milhões na plataforma. Um ano depois, a empresa comprou parte das ações do iFood e se tornou sua acionista majoritária.

Mas é no ano de 2018 que o iFood ganha o status de startup unicórnio. Assim, naquele momento, levantou US$ 500 milhões pelas empresas Movile, Naspers e Innova Capital para aperfeiçoar sua tecnologia, aprimorando os serviços oferecidos pelo iFood.

E agora, em 2021, o iFood já não é mais considerado uma startup unicórnio, e evoluiu em uma empresa de tecnologia no setor de alimentos, também chamada de Foodtech.

Startup Unicórnio no setor de alimentação e tecnologia

Segundo levantamento feio pelo Digital Food Lab sobre as startups unicórnios, pode ser que, em breve, tenha que se pensar um novo nome, pois os “unicórnios” estão aparecendo mais rápido nesse setor.

Mas, antes de 2012, de 19 startups de alimentação, 42% levaram mais de dez anos para virar unicórnio. Já nas que surgiram após o mesmo ano, considerando 14, 86% levaram apenas três anos para se tornar unicórnio.

Dessa forma, o setor de tecnologia de alimentos possui mais de 10 mil startups em funcionamento e vem caindo nas graças dos investidores.

Assim, para Fabricio Bloisi, presidente do iFood, na área de alimentação a tendência é uma comida mais barata, saudável e prática. “As pessoas se alimentam cerca de 90 vezes por mês e, atualmente, o delivery está presente em menos de 5% desse total”, conclui Bloisi, ao mencionar que a tendência é um aumento expressivo, também, do delivery.

Portanto, com o aumento dos investimentos em tecnologia e otimização do delivery, o setor de alimentos deve crescer ainda mais. Por fim, nesse momento, as expressivas 60 milhões de entregas que o iFood faz por mês ainda estão distantes de aplicativos na China que chegam a fazer até 30 milhões por dia.

Se você quiser saber mais sobre soluções tecnológicas para o setor de alimentos, leia um material completo sobre as Foodtechs.

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